Não escrevo; já faz uns meses!
Com ou sem vontade, cada vez sinto menos necessidade... Deixei-me de toda aquela loucura (não por que o queira ou deseje mas sim, porque acho que cresci). Cresci em vários aspectos: roupa, altura, matérias, mas principalmente, cresci mentalmente. Deixei de deixar de ser eu próprio. Já nao quero estar na integra dos outros. Mas com isso vieram outras coisas: preocupo-me demasiado com o que os terceiros pensam: "Eles não me podem ver!"; "Esconde-me".
Apetece-me mandar estes pensamentos à merda! Realmente estou farto! Eu não quero ser assim! Quero ser um bocado mais livre e menos cauteloso... às vezes penso naquele conceito (agora tão usado: "you only live once"); tenho uma vida pela frente e estou-me a preocupar com o que a pessoa 'x' e 'y' irão dizer de mim... Já sei que nada de bem dizem, afinal é o que esta sociedade é: má lingua.
Por estas e mais razões, quero crescer, mais, muito mais! Quero sair daqui! Quero amigos que ainda sejam envergonhados o suficientes para não me dizerem algo desnecessário para me fazer sentir mal! Eu tento-me afastar, mas não consigo. Vou com a maré mas, não devia!
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
segunda-feira, 25 de junho de 2012
O nosso silêncio
Estou em casa da Sofia. Deito-me na carpete do seu quarto apenas iluminado por um candeeiro vermelho que emite assim uma luz, que me faz recordar um daqueles laboratórios de fotografia. Estou estendido. Encosto a minha cabeça ao armário de madeira antigo que existe no canto do quarto dela (que tem como seu conteúdo roupas e um urso de peluche que pelo posicionamento das suas sobrancelhas me parece assustador) ficando assim numa sensação de paz interior. Estou habituado a viver numa vivenda onde, todos os barulhos me assustam mas ali, naquele prédio, o barulho é mais que comum. Aprecio-o de tal forma que entro em sintonia com todos os balbucios encantados que existem naquela casa. Ouço um pequeno zumbido dos carros e o seu temeroso eco; é ai que me assusto. Absorvi todos os monótonos sons para criar aquela paz de que todos precisam mas, nem todos têm...
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Ciclo dos nosso cigarros
Encosto o filtro do cigarro a meus lábios carnudos com feridas, de andar constantemente a esgravatar para sentir o sabor do sangue (um gosto a cobre, viciante). Pego no isqueiro azul escuro que comprei naquela antiga tasca ilegal, penso eu. Rodo a pedra para fazer faísca seguindo-se do "botão" para a abertura do gás, criando assim a chama que chego à ponta do meu estimado cigarro, com tabaco a sair por fora, começando a queimar esse resto de tabaco caído chegando segundos depois ao papel que sempre que puxo pelo branco filtro faz um som que me recorda de algo efervescente a efervescer.
Tenho tendência para fumar quando chove; arrisco-me a que caia uma gota de água vinda das nuvens cinzentas e carregadas.
Chego ao fim do cigarro já nas letras a dizer "Pall Mall" que é o mais barato tabaco aqui, na minha terra (sou um pouco forreta). Como chove deixo a cinza apagar-se no chão para ouvir o tal som.
(recomeço o processo)
Tenho tendência para fumar quando chove; arrisco-me a que caia uma gota de água vinda das nuvens cinzentas e carregadas.
Chego ao fim do cigarro já nas letras a dizer "Pall Mall" que é o mais barato tabaco aqui, na minha terra (sou um pouco forreta). Como chove deixo a cinza apagar-se no chão para ouvir o tal som.
(recomeço o processo)
Balbuciar dos vivos
Tão cruéis que nós somos; sempre a balbuciar no discreto e sentir o peso na alma de cada vacilar segredado ao ouvido do nosso distante amigo. Talvez pelo nosso próprio propósito falámos tão alto, para se reprimirem a ouvir o nosso tão elevado cochicho. O nosso berro de desespero total que talvez por descarga de energia nos mantenha calmos. O certo é que o fazemos por mal, o certo é que queremos que eles ouçam para se encolherem a cada sofrear nosso.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Fim da vida morta
Há quem diga que há vida depois da morte, então quero-me expressar:
A curiosidade faz por matar,
os que de outra religião esperam encontrar
Cem virgens nas quais não podem tocar.
Há quem diga que subimos para o céu figurado,
Acima das nuvens, a saltar, a ficar cansado.
Não tenho a certeza disto, só a morte mo pode contar,
Mas nem os mortos me podem dizer,
O que eu depois desta vida venho a arcar
O que me vai aparecer?
Só Deus pode saber...
Não sou crente, e agora?
Vou ter de esperar, esperar e esperar.
No final de contas o que me pode acontecer?
Virar cinzas ou esqueleto...
O que interessa?
Não vou senti-lo. Nem com cianeto.
Nem com ele mo podem acordar.
Questões e repetições para eu abordar.
Tantas rimas que faço; a poesia não tem de rimar...
Fico farto desta monótona e efémera vida
Em que tudo posso esperar;
Hoje sou roubado, amanhã vou assaltar.
Não espero a morte mas há quem a espere
Para ir para um melhor sítio
Para ter sossego final...
Não é mais, não é menos que um sinal
(sem dúvida terminal)
A curiosidade faz por matar,
os que de outra religião esperam encontrar
Cem virgens nas quais não podem tocar.
Há quem diga que subimos para o céu figurado,
Acima das nuvens, a saltar, a ficar cansado.
Não tenho a certeza disto, só a morte mo pode contar,
Mas nem os mortos me podem dizer,
O que eu depois desta vida venho a arcar
O que me vai aparecer?
Só Deus pode saber...
Não sou crente, e agora?
Vou ter de esperar, esperar e esperar.
No final de contas o que me pode acontecer?
Virar cinzas ou esqueleto...
O que interessa?
Não vou senti-lo. Nem com cianeto.
Nem com ele mo podem acordar.
Questões e repetições para eu abordar.
Tantas rimas que faço; a poesia não tem de rimar...
Fico farto desta monótona e efémera vida
Em que tudo posso esperar;
Hoje sou roubado, amanhã vou assaltar.
Não espero a morte mas há quem a espere
Para ir para um melhor sítio
Para ter sossego final...
Não é mais, não é menos que um sinal
(sem dúvida terminal)
Inspirado em "Alice"
E a água do poço da fantasia em vão escasseou
E o sonhador, com sede, secou
Na luta pela fuga, lutou e lutou
Mas nem a imaginação aí o salvou.
Ninguém quer ser o lutador que enfim caiu
Mas não pode ter vergonha porque ninguém desiludiu
Com pouca esperança de alguém o salvar
O corajoso ousou saltar.
Saltou, saltou e saltou; em vão ele saltou!
Mas nenhum sítio encontrou...
Nem a brilhante mente ajudou
Já no fim da vida tentou imaginar,
Como esta seria , depois dele a deixar
Ai teve um epifania, e sem medo de gritar,
Gritou até à morte, sem ninguém para o ajudar.
A sombra da escuridão o assombrou
Levando-o para outro Mundo
Onde aí (finalmente) repousou.
Um novo paraíso com mil virgens espera,
Este não apareceu, mas ninguém desespera.
Em vez disso uma bela história lhe é contada
E assim o velho sonhador disse à Imaculada:
- Jaz esta história, no futuro e no presente,
Sem mim nunca demente, espero ouvi-la
Para sempre e para sempre.
(Fim de vida)
E o sonhador, com sede, secou
Na luta pela fuga, lutou e lutou
Mas nem a imaginação aí o salvou.
Ninguém quer ser o lutador que enfim caiu
Mas não pode ter vergonha porque ninguém desiludiu
Com pouca esperança de alguém o salvar
O corajoso ousou saltar.
Saltou, saltou e saltou; em vão ele saltou!
Mas nenhum sítio encontrou...
Nem a brilhante mente ajudou
Já no fim da vida tentou imaginar,
Como esta seria , depois dele a deixar
Ai teve um epifania, e sem medo de gritar,
Gritou até à morte, sem ninguém para o ajudar.
A sombra da escuridão o assombrou
Levando-o para outro Mundo
Onde aí (finalmente) repousou.
Um novo paraíso com mil virgens espera,
Este não apareceu, mas ninguém desespera.
Em vez disso uma bela história lhe é contada
E assim o velho sonhador disse à Imaculada:
- Jaz esta história, no futuro e no presente,
Sem mim nunca demente, espero ouvi-la
Para sempre e para sempre.
(Fim de vida)
terça-feira, 12 de junho de 2012
Opiniões
São palavras soltas que as pessoas libertam no nosso respirado e ouvido ar.
Ninguém as quer mas, todos a desejam.
A verdade não é para ser dita mas sim, para ser falada. Muita humanidade não compreende o que aqui digo: a frontalidade é o forte dos problemáticos, dos não intelectuais; se não são os problemáticos, são os inteligentes que conseguem usar a tão predilecta frontalidade como arma contra os crentes, não de Deus mas sim, dos que crêem ser os melhores e únicos naquilo que fazem.
Ninguém as quer mas, todos a desejam.
A verdade não é para ser dita mas sim, para ser falada. Muita humanidade não compreende o que aqui digo: a frontalidade é o forte dos problemáticos, dos não intelectuais; se não são os problemáticos, são os inteligentes que conseguem usar a tão predilecta frontalidade como arma contra os crentes, não de Deus mas sim, dos que crêem ser os melhores e únicos naquilo que fazem.
Quem é quem?
Uma pergunta usada com frequência em certas e determinadas ocasiões.
Eu, sou Francisco, um jovem que tem uma vida normal, com uma rotina normal que, "é um fora da lei" por tentar implementar o impossível na cabeça dos meu amigos mais chegados.
Esta minha apresentação é um pouco ao quanto monótona; como tudo na vida, penso. Repetindo o que para poucas pessoas já disse:
A monotonía é o nosso dia-a-dia. É a nossa rotina. São os nossos amigos. São os nossos movimentos efémeros, que se tornam longos se, os juntarmos (dando assim uma eternidade inacabada).
Falo da nossa rotina de uma forma aberta. Ninguém consegue esconder nada de ninguém, mesmo querendo. Até eu tenho os mais profundos segredos, no entanto alguém sabe. Até eu tenho os meus predilectos sonhos, porém alguém de quem eu nunca ouvi falar os conhece. O mesmo acontece com a rotina de todos nós; é monótona; é a não-hierarquia perfeita.
Eu, sou Francisco, um jovem que tem uma vida normal, com uma rotina normal que, "é um fora da lei" por tentar implementar o impossível na cabeça dos meu amigos mais chegados.
Esta minha apresentação é um pouco ao quanto monótona; como tudo na vida, penso. Repetindo o que para poucas pessoas já disse:
A monotonía é o nosso dia-a-dia. É a nossa rotina. São os nossos amigos. São os nossos movimentos efémeros, que se tornam longos se, os juntarmos (dando assim uma eternidade inacabada).
Falo da nossa rotina de uma forma aberta. Ninguém consegue esconder nada de ninguém, mesmo querendo. Até eu tenho os mais profundos segredos, no entanto alguém sabe. Até eu tenho os meus predilectos sonhos, porém alguém de quem eu nunca ouvi falar os conhece. O mesmo acontece com a rotina de todos nós; é monótona; é a não-hierarquia perfeita.
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