quarta-feira, 13 de junho de 2012

Fim da vida morta

Há quem diga que há vida depois da morte, então quero-me expressar:

A curiosidade faz por matar,
os que de outra religião esperam encontrar
Cem virgens nas quais não podem tocar.

Há quem diga que subimos para o céu figurado,
Acima das nuvens, a saltar, a ficar cansado.

Não tenho a certeza disto, só a morte mo pode contar,
Mas nem os mortos me podem dizer,
O que eu depois desta vida venho a arcar

O que me vai aparecer?
Deus pode saber...
Não sou crente, e agora?
Vou ter de esperar, esperar e esperar.

No final de contas o que me pode acontecer?
Virar cinzas ou esqueleto...
O que interessa?
Não vou senti-lo. Nem com cianeto.
Nem com ele mo podem acordar.

Questões e repetições para eu abordar.

Tantas rimas que faço; a poesia não tem de rimar...

Fico farto desta monótona e efémera vida
Em que tudo posso esperar;
Hoje sou roubado, amanhã vou assaltar.

Não espero a morte mas há quem a espere
Para ir para um melhor sítio
Para ter sossego final...
Não é mais, não é menos que um sinal
(sem dúvida terminal)

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